Nas últimas semanas, os meios de comunicação e mídias sociais se abarrotaram com notícias sobre a volta de uma doença extinta no Brasil, e que está alarmando vários estados do país.  Uma doença infecciosa aguda, de origem viral, altamente contagiosa e grave, o sarampo, que já havia sido erradicado do país em 2016, neste ano, fez vítimas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Amazonas, Roraima e Rondônia, que teve seu primeiro caso confirmado desde 1999, em julho.

Dados oficiais confirmam que o retorno do sarampo está ligado à diminuição das vacinas. Em 2017, o Distrito Federal e outros 25 estados brasileiros não atingiram a meta de 95% de vacinação estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apenas o Ceará superou a meta da cobertura vacinal na segunda dose. Até o fim de junho, 1.891 casos suspeitos foram registrados e 472 confirmados em todo o país.

O Ministério da Saúde vem monitorando a população desde fevereiro, e, segundo análises da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o vírus que circula no Norte do país coincide com o que também afeta a Venezuela. Especialistas afirmam que a “falta de noção” do risco faz com que a população não se previna da forma correta.

Há dois anos a OMS forneceu ao Brasil o certificado de eliminação da doença, já que os últimos casos tinham ocorrido entre 2013 e 2015. Entretanto, os casos recorrentes da doença preocupam os órgãos de saúde pública, que alertam para a campanha de vacinação. De modo que se diminua a sustentação do vírus no país, o Ministério da Saúde adverte a população da necessidade de procurar os postos e atualizar a caderneta.

Vale lembrar, que o sarampo é uma doença que atinge toda e qualquer pessoa, ainda que os recém-nascidos, gestantes, pessoas com desnutrição e doenças que abalem o sistema imunológico estejam mais suscetíveis à infecção grave.

Como se prevenir?

Os principais sintomas do sarampo surgem até dois dias antes do aparecimento das erupções cutâneas, e incluem febre acima de 38,5ºC, tosse, coriza, conjuntivite e manchas brancas na boca. Nos casos mais graves, o vírus também pode atingir as vias respiratórias, causar diarréia e infecções no encéfalo.

A transmissão acontece por meio de gotículas respiratórias espalhadas pelo ar, devido à tosse e espirros de pessoas infectadas. Não existe um tratamento para se livrar da infecção depois que esta é estabelecida. Em casos mais graves, recomenda-se a administração de vitamina A para reduzir fatalidades.

A vacina contempla crianças a partir de 12 meses até adultos de 49 anos. Em pessoas de até 29 anos, duas doses são administradas pelos postos públicos, com intervalo mínimo de um mês. Para adultos dos 30 aos 49, o governo fornece uma dose da vacina.

As duas doses são suficientes para a prevenção durante toda a vida. Se existir a dúvida sobre ter sido imunizado, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI) recomenda que a vacina seja aplicada da mesma forma.

Gestantes e crianças menores de seis meses não devem ser vacinadas, assim como pessoas imunossuprimidas e aquelas que já adquiriram ao vírus.