Muitos pais já ouviram a afirmação de que “somos os únicos mamíferos que consumimos leite após o desmame” e questionam a necessidade da manutenção do consumo de lácteos durante a infância e a adolescência. Contudo, são conhecedores da importância do cálcio para manutenção da saúde óssea. Afinal, qual orientação seguir?

Por que consumir lácteos?

Os leites e seus derivados como os iogurtes e queijos são uma importante fonte de cálcio, nutriente que exerce inúmeras funções vitais no organismo, dentre as quais se destaca o desenvolvimento e a manutenção da estrutura óssea.

O cálcio é o principal constituinte dos ossos, cuja formação se dá durante toda a infância e adolescência. A ingestão adequada de cálcio nesse período é indispensável para a manutenção da saúde óssea na vida adulta e na terceira idade. E a inadequação deste nutriente na alimentação Sua falta pode gerar um osso menos denso e aumentar os riscos de osteoporose no futuro.

Além dessa importante função, estudos recentes tem demonstrado que o cálcio também desempenha papel na contração muscular, coagulação sanguínea, transmissão nervosa e até mesmo na regulação da pressão arterial.

Lácteos como principal fonte de cálcio

Embora vegetais e peixes contenham significativa quantidade de cálcio, é muito difícil alcançar as recomendações diárias deste mineral ingerindo apenas estes alimentos. Isso ocorre tanto porque a quantidade presente neles é menor (então, a quantidade desses alimentos a ser ingerida teria que ser muito grande), quanto porque algumas substâncias presentes nestes alimentos podem dificultar sua absorção.

Os oxalatos, presentes no espinafre e brócolis, e os fitatos, encontrados nos grãos secos, cascas de cereais e sementes são exemplos de substâncias que se ligam ao cálcio e evitam que ele seja absorvido.

Por outro lado, a lactose presente nos lácteos melhora a absorção do cálcio e portanto, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que 60% do cálcio consumido seja proveniente de fontes lácteas.

Quanto consumir?

Para que se atinja a necessidade desse nutriente ao longo do dia, a recomendação para préescolares e escolares segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria é o consumo de 3 porções de lácteos ao dia. Um copo de 200 ml de leite, somado a 1 unidade de iogurte e 2 fatias finas de queijo branco são exemplos que compõem essa orientação.

A importância do estímulo dos pais

Mesmo com a comprovação de que a ingestão adequada de cálcio durante infância e adolescência contribui para um bom desenvolvimento e manutenção da massa óssea, há redução da ingestão desse mineral conforme as crianças se aproximam da puberdade.

Uma das causas dessa constatação é a falta do hábito de fazer o desjejum. No café da manhã, os lácteos normalmente estão presentes e pular essa refeição é perder a oportunidade de consumir boa quantidade de cálcio.

Os pais tem um papel fundamental no estímulo ao consumo de lácteos desde a primeira infância, uma vez que é nessa fase que os hábitos alimentares são formados. Com a educação alimentar e o esclarecimento de mitos nutricionais, fica mais fácil ajudar seu filho a atingir as necessidades de cálcio e, assim, manter a saúde dos ossos!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Peters BSE, Oliveira PMP, Fisberg M. Ingestão de cálcio e vitamina D pela população infanto-juvenil . Pediatria        Moderna Fev 13 V 49 N 2.

Bueno AL & Czepielewisk MA. A importância do consumo dietético de cálcio e vitamina D no crescimento. J. Pediatria, 84 (5): 386-394, 2008.

Departamento Científico de Nutrologia. Pirâmide Alimentar Infantil. São Paulo: Sociedade Brasileira de Pediatria, 2012.

 

Fonte: Nestlé