A Organização Internacional do trabalho (OIT) estabelece, por meio de convenções, que a licença-maternidade deve ser de pelo menos 14 semanas, com remuneração não inferior a dois terços do salário. Dos 185 países ligados à OIT, 57% não cumprem o tempo mínimo de afastamento. Apenas 23% das nações proporcionam licença superior a 18 semanas (quatro meses e meio). O modelo da Suécia é referência internacional (480 dias, cerca de um ano e três meses) e além disso, o tempo do benefício ainda pode ser dividido entre o pai e a mãe, da forma que acharem melhor, sendo apenas exigido que cada um tire pelo menos três meses. A ideia da regra, é que diminua o risco de as mulheres serem discriminadas no mercado de trabalho por serem mães e durante o período, recebe 80% do salário.

Já o modelo dos Estados Unidos é pouco atrativo, mesmo sendo um país desenvolvido, por lá a mulher pode se afastar, mas não recebe nada durante a licença. Na América Latina, o Brasil está entre os 30% dos países que oferecem até 120 dias (17 semanas), ficando em quarto lugar dos que oferecem mais dias às mamães. A Venezuela está em primeiro, com 182 dias, em seguida vem chile e cuba com 126 dias. Mas a boa notícia é que aqui no Brasil ainda há uma chance de ter um aumento em mais dois meses na convivência com os filhos antes de as mães retomarem a rotina. Apesar de vários projetos e propostas já terem surgido, a esperança agora vem de um projeto originário do Senado Federal. Caso seja aprovado na Câmara dos Deputados, o Brasil passará dos 120 dias para 180 e assim vai fazer parte dos 20% dos países que oferecem mais de 120 dias de afastamento para mulheres que acabaram de ter filho. O projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que são as mães que trabalham com a carteira assinada, diferente do benefício das mamães servidoras públicas e empregadas de empresas participantes do programa Empresa Cidadã, que já que gozam dos seis meses.

A ampliação da licença é recomendada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). O Projeto de Lei do Senado (PLS) n° 72/2017 foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado no início de abril e está na Câmara dos Deputados, como Projeto de Lei (PL) nº 10.062/2018, aguardando para ser votado. Passando por lá, segue para sanção do Presidente.